19 de Outubro de 2018

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Quem faz a sua roupa?

Essa é a provocação da Fashion Revolution, iniciativa que nasceu com o objetivo de transformar a indústria da moda. E essa transformação começa pela transparência, uma vez que as empresas deveriam mostrar quem faz parte da sua cadeia de valor e em que condições essas pessoas trabalham. No Brasil, o movimento ganhou impulso com o lançamento do Índice de Transparência da Moda Brasil, que contou com o apoio do Instituto C&A, da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) e do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), responsável pelo cálculo do índice.
 
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Nesta primeira edição, foram selecionadas 20 grandes marcas e empresas varejistas do mercado brasileiro, classificadas de acordo com a quantidade de informações disponibilizadas sobre suas políticas, práticas e impactos socioambientais.
 
Os resultados apresentam as seguintes marcas em ordem decrescente: C&A (53%), Malwee (51%), Zara (40%), Havaianas (36%), Osklen (34%), Renner (26%), Riachuelo (23%), Hering (17%), Animale (15%), Farm (15%), Marisa (13%), Pernambucanas (15%) e com 0% Brooksfield, Cia Marítima, Ellus, Jonh Jonh, Le Lis Blanc Deux, Melissa, Moleca, Olympikus.
 
Mas atenção: o índice não aponta quais empresas têm o melhor desempenho e sim as que divulgam mais informações sobre tópicos socioambientais.
 
A importância do índice reside no impacto positivo que pode causar para o setor no Brasil, que compreende mais de 30 mil empresas, responde por 6% do PIB, emprega 11% da força de trabalho e produz 10 bilhões de peças por ano.