6 de February de 2015

Report: notícias

SBio Recife discute experiências colaborativas nos negócios

Entender como a tecnologia cria os espaços para a exploração de oportunidades da economia colaborativa foi um dos principais propósitos do primeiro Seminário do Sustainable Brands Innovation Open (SBio), realizado na tarde de quinta-feira (5), como parte da programação do VII Recife Summer School, festival organizado pelo Porto Digital.

O SBIO Recife procurou atrair empreendedores ligados a esse importante polo de inovação para a segunda edição da competição de startups, cuja fase final acontecerá durante a conferência internacional Sustainable Brands Rio, organizada pela Report entre 25 e 27 de agosto. “Tivemos uma troca de ideias muito rica, em torno de um conteúdo excelente”, comentou Márcia Nejaim, Gerente executiva de Competitividade e Inovação da Apex Brasil, patrocinadora exclusiva do SBio e apresentadora da SB Rio 2015.

                                        

Primeiro tempo

O primeiro painel da tarde contextualizou a economia colaborativa e suas oportunidades para a geração de novos negócios para empresas de todos os portes – dos empreendimentos disruptivos que nascem a partir de uma ideia aos movimentos das grandes corporações, que buscam manter-se atualizadas às tendências de mercado. Luísa Rodrigues, da Benfeitoria, organização que, entre outras iniciativas, articulou o Festival de Wikinomia Reboot, no Rio de Janeiro, explicou como a evolução e o barateamento do custo da tecnologia abriram espaço para que pessoas com mesmos propósitos se conectassem e começassem a transformar a realidade. “Tendo como base o cuidado, a Wikinomia vai prosperar a partir da criatividade e da colaboração”, definiu.

Na sequência, Joana Sampaio, Gerente de Sustentabilidade do Porto Digital, mostrou como esse polo de inovação tecnológica permite a expansão de iniciativas colaborativas, como aconteceu com o projeto Porto Leve, que desenvolveu uma plataforma de base do modelo de compartilhamento de bicicletas e agora procura fazer o mesmo com carros elétricos. “Vivemos uma onda crowd que vai transformar o nosso jeito de viver”, disse.

Para completar, Murilo Ferraz, CEO e criador da Treebos, vencedora da primeira edição do SBIO, contou como tem empreendido e conseguido levar seu sonho para a Europa e os Estados Unidos. “Com o apoio de plataformas como o Desafio Brasil, o Sustainable Brands e a Apex Brasil, tenho conseguido estabelecer as conexões que preciso para refinar e impulsionar meu negócio”, afirmou ele, que criou um modelo de produção sustentável e compartilhada de frutas.

                             

Segundo tempo

O foco foram as oportunidades em mobilidade, grande questão do mundo moderno, especialmente dos centros urbanos e que impacta em todas as dimensões da vida em sociedade. Guilherme Telles, diretor-geral da Uber em São Paulo, empresa de tecnologia presente em 51 países e em mais de 250 cidades no mundo, contou o desafio de implantar no Brasil um novo serviço de conexão de passageiros com motoristas profissionais: “Temos que nos fazer explicar, mostrar os benefícios de qualidade para os usuários e para os motoristas e também localizar bons profissionais para trabalhar conosco e expandir nossa atuação.”

Já Pedro Palhares, Country Manager da Moovit, de origem israelense, trouxe a dificuldade de conectar informações da iniciativa privada e do poder público. “Somos o Waze do transporte público e precisamos conectar as informações e colocar a serviço dos usuários, mas encontramos grande resistência e enorme defasagem tecnológica dos operadores", explicou. “Hoje, nossos usuários já mapearam informações que muitas administrações públicas ao redor do mundo não dispõem”.

Por fim, André Marim apresentou como tem sido empreender a Fleety, primeira iniciativa de compartilhamento de carros próprios da América do Sul, ao estilo do Airbnb. “Toda inovação precisa de muito convencimento e de estudo para se encontrar o espaço de atuação, especialmente na questão legal e tributária. No nosso caso, ainda trabalhamos intensamente para chamar a atenção das seguradoras para essa nova realidade”. Todos concordam que a mobilidade tem se mostrado um grande espaço para o surgimento de soluções colaborativas, que, com suporte das tecnologias de informação, exploram os recursos da conectividade e do big data.

 
 
 
 
5 de February de 2015

Report: notícias

capitalismo com propósito maior

Qual o futuro do capitalismo? Para empresas como a cadeia de supermercados norte-americana Whole Foods a resposta é o capitalismo consciente, visão de negócios que procura solucionar os dilemas atuais da sociedade trazendo o ser humano para o centro da gestão das organizações. Tais empresas têm obtido bom desempenho, gerando desenvolvimento local, satisfação dos colaboradores e lucro para os acionistas.

Mas como explicar que, ao deslocar o fator financeiro de sua posição central na estratégia, essas empresas apresentem rentabilidade maior do que a média das organizações com visão convencional de seus negócios? Para Vicente Gomes, do Instituto Capitalismo Consciente e da Corall Consultoria, o diferencial dessas empresas é o pensamento integrado, que permite um melhor aproveitamento da relação entre os diferentes tipos de capital (financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social, natural). No bate-papo abaixo, Gomes esclarece a ideia de capitalismo consciente e analisa os diferenciais das empresas que adotam essa postura.

reportnews: Quais as características das empresas que atuam sob os princípios do capitalismo consciente?

Vicente Gomes: O capitalismo consciente possui quatro pilares: a integração com stakeholders, o que significa ouvir as necessidades desses públicos e incorporá-las ao negócio; a liderança consciente, ou seja, ter pessoas que inspirem e de certa forma estejam no processo de se conhecer melhor e conhecer melhor a vida no planeta; o propósito maior, que é a adoção de valores, de uma visão que vá além do lucro; e a cultura consciente, ou a criação de um jeito de ser que incorpore toda essa filosofia.

reportnews: E que benefícios isso tudo traz para a companhia?

Gomes: A empresa passa a olhar para seu negócio de forma integrada. Consegue que seus colaboradores estejam envolvidos com o desenvolvimento da empresa, mais do que em uma situação em que não há identificação com o propósito da companhia. E profissionais dedicados conseguem superar com mais facilidade os desafios do mercado, cada vez maiores e mais complexos.

E isso impacta na rentabilidade. O professor Raj Sisodia, do Babson College, nos EUA, realizou um estudo para entender o que as empresas que são mais amadas fazem de diferente. Ele descobriu que, em cinco anos, estas empresas criaram nove vezes mais valor que outras companhias. Conseguiram ser 825% vezes mais rentáveis que a média.

reportnews: Como o conceito tem evoluído no contexto empresarial?

Gomes: Já existem algumas empresas, inclusive no Brasil, que experimentam uma forma diferente de gestão. Há uma abertura para o diálogo com stakeholders, um espaço para que as pessoas sejam pessoas, ou até mesmo trazendo a espiritualidade para dentro da empresa, criando estruturas organizacionais coerentes com o capitalismo consciente.

O que essas empresas querem trazer ao mundo é uma evolução do capitalismo, focado em resultados, mas também oferecendo alternativas. É legal poder criar prosperidade, mas é possível fazer mais.

+ Saiba mais: http://www.capitalismoconscientebrasil.org/

 
 
 
 
3 de February de 2015

Report: notícias

storytelling mal contado: os casos Diletto e Do Bem

Storytelling: a técnica de contar histórias. Em voga entre profissionais de marketing e publicidade, o termo é visto como uma forma eficaz de divulgar produtos, valores e atributos essenciais de empresas e marcas – enriquecendo campanhas publicitárias com elementos narrativos. Mas essas histórias nem sempre têm final feliz. Que o digam a Diletto, marca paulistana de sorvetes, e a Do Bem, fábrica carioca de sucos.

No fim de 2014, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) anunciou uma investigação sobre as “historinhas” sustentadas por ambas as marcas. A Diletto foi obrigada a assumir que o italiano “Nonno” Vittorio, supostamente o avô do fundador da sorveteria e criador das receitas originais, nunca existiu. A empresa alterou suas campanhas e eliminou o personagem. A Do Bem, que compra frutas processadas por grandes fornecedores – mas afirmava que as laranjas usadas em seus sucos eram “colhidas fresquinhas todos os dias e vêm da fazenda do senhor Francisco do interior de SP” – também teve que se retratar.

As análises do Conar basearam-se apenas na comunicação das marcas, sem emitir julgamento sobre os produtos. Mesmo sem a aplicação de multas ou sanções judiciais, os arranhões na reputação das empresas foram fundos. A repercussão na mídia e nas redes sociais foi grande e gerou uma discussão sobre os limites do storytelling na publicidade. “Pelos estudos que fizemos, revelações como as que envolveram a Diletto e a Do Bem mancham a marca para uma boa parcela das pessoas, algo em torno de 40%”, afirmou Fernando Palácios, professor de branded content da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). “A regra é simples: se você estiver contando uma verdade, diga que é baseado em fatos reais e se for mentira diga logo que é uma ficção. As pessoas não se importam com ficção – mas também não querem mais ser enganadas”.

“O problema em si não é a ‘invenção’ de uma história, mas algo mais delicado: o discurso e a ‘forma’ como essa história é contada”, afirmou Eric Messa, professor da faculdade de Comunicação e Marketing da FAAP/SP. “O limite entre fantasia realidade está em plena discussão na sociedade. É por isso que casos como da Diletto ganham tanta repercussão.”

 
 
 
 
29 de Janeiro de 2015

Report: notícias

ONG combate escravidão em escala global

ONG Made In a Free World, que atua globalmente no combate ao trabalho forçado, lançou um software com o objetivo de ajudar as empresas a erradicarem o trabalho escravo ou infantil em sua cadeia de fornecimento. O programa, chamado Forced Labor Risk Determination & Mitigation (FRDM), analisa toda a planilha de gastos da empresa e identifica, entre os fornecedores de materiais, produtos ou serviços, pontos de maior risco de ocorrência de trabalho forçado. 

O software conta com um algoritmo que lê estas informações e as compara com um banco de dados da ONG contendo informações sobre o assunto em escala global. Segundo a Made In a Free World, o programa consegue alta precisão na identificação e nas recomendações oferecidas para a erradicação desse tipo de trabalho na cadeia de suprimento, independentemente do setor e da localidade da empresa.
 

A ideia do programa surgiu após o sucesso da campanha anterior, Slavery Footprint (Pegada da Escravidão), que disponibilizou na internet um teste – acessado 15 milhões de vezes – que informa quantos escravos trabalhavam para produzir bens e serviços usados pelos respondentes, com base em seus hábitos de consumo.

 
 
 
 
26 de Janeiro de 2015

Report: notícias

Recife sedia seminário preparatório da SBIO

Desde o dia 19 de janeiro, a capital pernambucana recebe a 7ª edição do Recife Summer School (RSS), um festival com foco em empreendedorismo e inovação nas áreas de tecnologia da informação, economia criativa e sustentabilidade. 

Diversos pontos da cidade sediarão eventos nacionais e internacionais. Um dos destaques da programação é o seminário preparatório para a edição 2015 da Sustainable Brands Innovation Open (SBIO), que ocorre no dia 5 de fevereiro, a partir das 14h, na sede da aceleradora de startups Jump Brasil. O seminário terá conteúdos trazidos pela SB Rio e pela SB San Diego e os temas principais serão “Economia colaborativa com foco em market place” e “Mobilidade”. O evento é gratuito, com tradução simultânea das palestras.

A SBIO é uma competição que acontecerá no SB Rio 2015, envolvendo startups brasileiras com negócios inovadores e alinhados à nova economia – que compartilham valores financeiros, sociais e ambientais por meio de seus produtos ou serviços. A Report é parceira na organização do encontro e a Apex-Brasil apoiadora pela segunda vez.

 

+Veja aqui a programação

- Abertura:

Álvaro Almeida, sócio-diretor da Report; Marcia Nejaim, gerente executiva de competitividade e inovação da Apex-Brasil e Adriana Rodrigues, gerente de sustentabilidade Apex-Brasil.

- Painel de Economia Colaborativa:

​Murilo Ferraz, Fundador da Treebos e Luisa Rodrigues, da Reboot.

- Painel de Mobilidade:

Mobilicidade; Pedro Palhares, Country Manager da Moovit e Uber.

 
 
 
 
22 de Janeiro de 2015

Report: notícias

curso de Harvard discute valor compartilhado

A Harvard Business School (HBS) apresentou um novo curso de educação executiva em dezembro de 2014. Intitulado “Criação de Valor Compartilhado: Sucesso Econômico e Impacto Social”, o programa busca explorar o conceito de valor compartilhado, de modo a garantir que as pessoas aprendam a incorporar o impacto social na estratégia de negócios da sua empresa para impulsionar o crescimento, rentabilidade e vantagem competitiva.

Liderado e desenvolvido por Michael Porter, o curso aborda pesquisas e estudos de casos que defendem que, por meio de estratégias de valor compartilhado, as empresas conseguem abordar questões sociais e reforçar a estratégia competitiva simultaneamente.

A primeira edição do programa aconteceu em dezembro de 2014. Voltado para altos executivos, líderes de ONGs ou do governo, o curso deve ter uma nova edição em 2015.

+ Informações e contato: http://www.exed.hbs.edu/programs/csv/Pages/default.aspx

 
 
 
 
17 de Dezembro de 2014

Report: notícias

novo estudo sobre materialidade apresentado na Abraps

O lançamento da versão G4 das diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e do framework de relato integrado do International Integrated Reporting Council (IIRC) causou, nos últimos dois anos, transformações na forma com que as empresas brasileiras divulgam resultados financeiros e socioambientais. Para analisar esse cenário, desde 2012 a Report monitora as práticas das empresas na definição de temas relevantes, lançando uma série de estudos sobre Materialidade no Brasil.

Uma terceira edição será divulgada em março de 2015 – e uma prévia dos resultados foi apresentada nesta terça-feira pelo diretor de planejamento da Report, Álvaro Almeida, no encontro de fim de ano da Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade (Abraps). O evento ocorreu no Le Pain Quotidien, no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo.

                                                  

A pesquisa “Materialidade no Brasil” de 2012 (acesse aqui) contempla um universo de mais de 190 relatos e quase 100 processos de materialidade, realizados por empresas de diversos setores e portes. Com base no descritivo apresentado em relatórios anuais e de sustentabilidade, foi possível mapear as formas de consulta, engajamento e priorização que levam as organizações a definir seus temas mais importantes de gestão (matriz de materialidade). Além da primeira edição, em 2013 foi lançado “Materialidade no Brasil: um ensaio qualitativo”, que analisa quatro processos conduzidos por empresas nacionais (para ler, clique aqui).

Na nova versão do estudo, foram identificados relatos de 117 empresas. Os desafios mapeados em 2012 – a dificuldade de desdobrar as consultas para a estratégia e a gestão, por exemplo – começaram a ser trabalhados. Do universo abordado, 70% das companhias realizaram processos de materialidade, um aumento de 20% em comparação ao estudo anterior, e, desse grupo, 93% realizam consulta a stakeholders diversos – como clientes, fornecedores, consumidores e especialistas – para identificar temas de gestão. Do total de empresas que fizeram materialidade, a Report foi responsável por 34% dos processos.

Uso na estratégia

Outro destaque é o estabelecimento de metas para temas materiais: 62% das empresas afirmam fazê-lo em seus relatórios, o que indica um desdobramento para a governança estratégica. “O lançamento da G4 e a introdução dos conceitos de relato integrado impulsionaram a consolidação dos processos de materialidade. A pesquisa nos ajuda a visualizar de que modo eles são realmente incorporados ao dia a dia das empresas”, afirma Álvaro Almeida.

Líder na condução de processos de materialidade no Brasil, a Report possui uma metodologia própria, sintonizada com as diretrizes GRI e de relato integrado, que pressupõe a participação da alta gestão na validação dos temas relevantes. Esse é um dos pontos de avanço identificados no novo estudo: 62% das companhias envolveram sua liderança no planejamento. “É um sinal de mudança. Antes, a materialidade era muito atrelada à produção de relatórios e raramente tinha outros usos. Hoje, pode ser um instrumento decisivo para a produção de estratégias sintonizadas com os impactos dos negócios”, conclui Álvaro.

 
 
 
 
10 de Dezembro de 2014

Report: opinião

uma rede de inovação e conhecimento

A Report completa 12 anos revigorada por um intenso processo de descobertas sobre o que queremos para o nosso futuro. Seguimos em nosso propósito de, em essência, atuar para transformar os negócios e, assim, mudar o mundo. E passamos a compreender melhor quem somos e como queremos evoluir: desejamos trabalhar em rede, conectados com outras pessoas e organizações, desenvolvendo um ambiente de evolução pessoal, profissional e de bem estar que aporte inovação e conhecimento aos nossos projetos.

*Por Álvaro Almeida

Esse norte estratégico é resultado de muita escuta, debate e reflexão que fizemos entre nós, com nossos parceiros, clientes, fornecedores, enfim, com muitos daqueles que já fazem parte de nosso ecossistema de relacionamentos.

Não há uma guinada radical nesse horizonte. Ao contrário, seguimos um movimento que começamos há cerca de quatro anos e, a cada ciclo de planejamento, ganhava formas mais definidas. Já há um bom tempo entendemos que nossa experiência e reputação na produção de relatórios de sustentabilidade nos deu base, repertório e conhecimentos complementares às atividades de comunicação. Permitiu que ajudássemos nossos clientes a integrar os temas de sustentabilidade à gestão e à estratégia. Essa atuação consultiva já se ampliou em várias direções, sempre em parceria com especialistas que trouxeram valiosos conhecimentos. Fomos entendendo que nossa maior habilidade é a de compreender as necessidades de nossos clientes e gerar soluções que viabilizem a evolução dos seus negócios.

Um importante marco nessa trajetória para uma atuação em rede foi nossa parceria para trazer a conferência Sustainable Brands ao Brasil a partir de 2012. Como articuladora de uma comunidade de empresas interessadas em evoluir os negócios por meio da inovação em sustentabilidade, a SB Rio nos conectou – e segue nos conectando – a uma série de pessoas e organizações que, com conhecimentos diferentes e complementares, têm a mesma visão de mundo. Assim, temos avançado em experiências inovadoras com empresas brasileiras, como a Cria, a Maurício Born Consultoria e a Corall, a canadense GlobeScan, a operação local da norueguesa DNV, as portuguesas Biorumo e Spirit, entre outras. Muitas novas conexões estão nascendo ou ainda surgirão.

Para organizar nossos próximos passos e embasar as decisões, realizamos um processo de planejamento estratégico que foi apoiado por um estudo de materialidade e por um diagnóstico de nossa cultura, que utilizou a metodologia desenvolvida pelo especialista inglês Richard Barrett, palestrante do último SB Rio. Ouvimos 90 pessoas e trilhamos uma jornada de autoconhecimento inovadora. E ainda percebemos que a report pode (e deve ser) o laboratório para muitas das soluções que queremos levar às empresas.

Uma delas é o Road to report, um relato vivo do processo de construção do nosso próprio relatório (o primeiro), que lançaremos no início de 2015. Com ele, apresentaremos a todos com mais detalhes como o ecossistema report pode contribuir para o futuro dos negócios.

Boas festas e um promissor 2015!

 

*Álvaro Almeida é socio fundador da report

 
 
 
 
10 de Dezembro de 2014

Report: notícias

como a sustentabilidade impacta na reputação

A construção da reputação corporativa começa com o entendimento da expectativa de todos os stakeholders com relação a uma empresa, passa pela incorporação desses elementos na estratégia do negócio e se fecha em um ciclo contínuo com a comunicação integrada dos resultados financeiros, sociais e ambientais. Uma definição simples e conhecida, como conta Nicolas Trad, diretor executivo do Reputation Institute (RI), entidade que, desde 2006, realiza pesquisas e publica indicadores de reputação corporativa de centenas de organizações em todo o mundo.A prática, como sempre, é desafiadora.

Segundo pesquisas do RI, 61% dos empresários brasileiros reconhecem a importância de construir a reputação das empresas por meio da comunicação com todo o seu entorno, mas apenas 21% têm ações concretas nesse sentido. Qualquer semelhança com processos e desafios da gestão da sustentabilidade nas empresas não é mera coincidência.

Antes de se apresentar na Conferência Ethos 360º, realizada em setembro 2014, Trad conversou com a report e falou mais sobre como a gestão da sustentabilidade também impacta na reputação e na competitividade das organizações.

report:  Como a gestão e comunicação da sustentabilidade em uma empresa pode afetar a percepção dos stakeholders e a reputação corporativa?

Nicolas Trad: Tudo que uma empresa faz e comunica impacta em sua reputação. Quando fala de ações e resultados, de sustentabilidade, precisa igualmente ouvir diversos públicos, usar os inputs em sua estratégia e comunicar com transparência suas ações e respectivos resultados. Assim, a gestão da sustentabilidade impacta na reputação corporativa, quando mais coerente, melhor. Por outro lado, a reputação e suas métricas também podem ser ferramentas para a gestão da sustentabilidade, existe uma conexão que precisa ser trabalhada entre as equipes de maneira próxima.

report: Quais as métricas usadas para medir reputação?

Trad: Para a gestão da reputação dos clientes usamos usa a ferramenta RepTrak®, de desenvolvimento próprio, que examina as relações entre a conexão emocional dos públicos e as sete dimensões racionais da empresa (Produtos e serviços, Inovação, Ambiente de trabalho, Cidadania, Governança, Liderança e Performance). Assim obtemos a percepção geral sobre aspectos como admiração, confiança, empatia e estima de uma determinada empresa junto aos seus diversos stakeholders.

report: Qual o seu conselho para as empresas que querem gerenciar ativamente sua reputação neste cenário onde a sustentabilidade é tema crucial?

Trad: Fazemos parte de um mundo complexo onde, para crescer, é preciso ouvir mais. E por isso se gasta muito em formas de ouvir os stakeholders ou pesquisas para obter suas percepções, mas, muitas empresas ainda não estão preparadas para entender aquilo que é dito e muito menos conectar essas informações com possíveis ações, especialmente quando essas impactam em mudança da estratégia do negócio. Aconselho a abrir os olhos e a cabeça para dados que já estão disponíveis para realizar uma verdadeira mudança.

report: Sobre o cenário no Brasil, qual é a percepção de reputação corporativa em geral – especificamente das grandes empresas?

Trad: Muitas empresas brasileiras já avançaram em termos de gerenciamento da reputação, como a Gerdau, Petrobras, Itaú e Vale. Hoje escutam melhor seus stakeholders, mas ainda enfrentam grandes desafios relacionados à reputação, que impactam especialmente em preferência e confiança do consumidor. Os dados variam de acordo com o setor, mas em geral, o setor de bens de consumo, por atender a demandas praticamente individuais, sai à frente em termos de reputação associada a satisfação. A líder de reputação no Brasil é a Nestlé, segundo nossa última pesquisa realizada em 2014.

+ Leia mais: 

O Reputation Institute, desde 2006, realiza pesquisas e publica indicadores de reputação corporativa de centenas de organizações em todo o mundo. No Brasil, realiza o Reputation Pulse, estudo que avalia as maiores empresas que atuam no país e apresenta quais têm melhor reputação, assim como explora os fatores que as colocam nesse patamar. Em 2014, foram pesquisadas as 100 primeiras colocadas do ranking Maiores e Melhores da Revista Exame 2013. O estudo completo está disponível online.

 
 
 
 
9 de Dezembro de 2014

Report: notícias

Natura conquista certificação e se torna a maior B Corp do mundo

A Natura, companhia brasileira com posição de liderança no mercado de cosméticos, acaba de receber o certificado B Corp. Essa conquista indica o esforço de associar crescimento econômico e promoção do bem-estar social e ambiental nos negócios, em sintonia com uma rede global que reúne 1,2 mil organizações.

Além de avaliar e atestar o compromisso com boas práticas na operação e na cadeia de valor, a certificação propõe alteração no estatuto da empresa, com um descritivo de sua missão e posicionamento a respeito da sustentabilidade. Ao dar esse passo, a Natura passa a ser a maior B Corp do mundo e a primeira de capital aberto na América Latina.

                                          

O processo de certificação foi apoiado pela Report – que é parceria da companhia na produção de relatos anuais e em projetos de consultoria estratégica – e envolveu o mapeamento de iniciativas e a resposta ao questionário do B Corp. Iniciado há oito anos nos Estados Unidos, o movimento já engajou 30 organizações no Brasil.

Nova visão

Além de ter se tornado B Corp, a Natura lançou hoje sua Visão de Sustentabilidade 2050. Com compromissos, objetivos, metas e uma proposta de valor renovada para a companhia no longo prazo, a plataforma impactará desde o modelo de negócios até os processos de inovação e relacionamento com públicos estratégicos. O propósito central é ambicioso: superar a visão de redução de impactos negativos e ser uma empresa impacto positivo – ou seja, cuja existência traz efeito benéfico à sociedade. A Report também colaborou com a construção dessas diretrizes, com base em seu relacionamento de longo prazo com a Natura.

Leia mais sobre a Visão 2050 aqui.

Mais sobre o Movimento B Corp aqui.

 
 
 
 

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