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9 de Setembro de 2013

Report: ensaio

1º encontro g4 - mapa para o caminho da sustentabilidade

Um mapa que indica o caminho a ser percorrido pelas organizações que buscam estruturar a gestão da sustentabilidade. Assim pode ser definida a G4, nova versão das diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), lançada em maio deste e que, diferentemente das atualizações anteriores, traz mudanças mais profundas na aplicação da sustentabilidade dentro das empresas.

A reformulação do guia de diretrizes busca atender novas e velhas necessidades, mapeadas pelos usuários e pela própria GRI ao longo do tempo: ser mais amigável; aumentar sua qualidade técnica; tratar o que é mais relevante; e se alinhar a outros protocolos (Relato Integrado, XBRL, etc.). Por outro lado, a maior ênfase em princípios da própria GRI, como materialidade e inclusão de stakeholders, remodela os processos da organização para elevar o nível do relato. Deles são derivados o mapeamento mais apurado sobre os públicos de relacionamento e o gerenciamento de temas mais relevantes para o negócio.

Outro ponto importante na G4 é a sistematização de etapas específicas para a escolha dos conteúdos do relato. Nesse movimento, ao incluir uma etapa de validação com a alta gestão, a GRI aconselha que os temas estratégicos, finalmente, coincidam com aqueles levantados pelos públicos de interesse, num contexto de sustentabilidade.

O engajamento interno das lideranças sempre foi um desafio e evolui de acordo com o amadurecimento das organizações. A GRI retoma seu papel de influenciadora - reforçado pelo interesse das empresas acerca de mecanismos de prestação de contas - e passa a cobrar, através de orientações e indicadores, o envolvimento da alta direção nessas escolhas. A participação dos líderes aproxima escolhas de relato e de gestão, aprimorando a seleção de temas para uma estratégia alinhada à sustentabilidade.

As novas diretrizes da GRI surgem como oportunidade de reflexão para as organizações reajustarem a direção de seus negócios. A G4 pode ser utilizada como um mapa, uma ferramenta para buscar caminhos, ainda que as configurações de cada setor e de porte das organizações apontem ritmos distintos para percorrer essa jornada.

 
 
 
 
23 de Maio de 2013

Report: ensaio

as mudanças da G4

A Global Reporting Initiative (GRI) apresentou ao público, na manhã de ontem (22), durante sua Conferência Global em Amsterdã, as novas diretrizes para a elaboração de relatórios de sustentabilidade. Com o nome de G4, o documento lança um novo desafio às companhias que publicam balanços socioambientais: comunicar seu desempenho social, econômico e ambiental com foco no que é realmente relevante para o negócio, considerando temas materiais e processos mais detalhados de definição de conteúdo.

Em sequência à versão G3.1, lançada em 2011, a G4 traz uma série de mudanças, já sinalizadas nas consultas públicas que a GRI fez ao longo de 2012. A principal - que divide opiniões desde os primeiros rascunhos - é o fim dos níveis de aplicação (A, B e C), que distinguiam os relatos conforme o volume de informações e indicadores reportados.

Agora, à hora de declarar sua adesão às diretrizes GRI, a organização deve informar se o relatório está “in accordance” (“de acordo” ou “em conformidade”) com o estabelecido nelas. Dentro desse nível, há duas subdivisões: “core” - para empresas que definiram seu conteúdo com base em processos de materialidade, relatando o que é mais relevante para o negócio - ou “comprehensive”, para quem optar por publicar todos os 91 indicadores das diretrizes.

Na prática, isso significa que, agora, um relatório poderá conter apenas os dados que estão diretamente ligados aos impactos e negócios das companhias - mesmo que isso signifique a publicação de apenas meia dúzia de indicadores, por exemplo.

Por outro lado, caso opte por esse modelo mais “enxuto”, a organização deverá elaborar uma matriz de materialidade robusta, envolvendo seus públicos de modo efetivo, para conseguir identificar quais os indicadores essenciais para divulgação externa. As orientações para esse processo também constam do documento.

Em breve, a G4 vai ganhar versão em português. O texto será lançado em setembro, segundo Glaucia Terreo, líder do Ponto Focal da GRI no Brasil, com uma série de eventos espalhados pelo País.

O que mudou

A principal diferença entre o rascunho e a G4 lançada em Amsterdã está em um tema muito questionado pelos participantes da consulta pública: a questão de cadeias de suprimentos (supply chain). A proposta original era reunir uma série de novos indicadores e orientações para relatar as diferentes questões que envolvem o relacionamento entre as empresas e seus fornecedores - considerando novos temas ambientais, de direitos humanos e de conduta.

Mas a complexidade desses indicadores acabou não sobrevivendo na versão final: em um caminho já aberto pela G3 e pela G3.1, a G4 traz orientações para que as organizações descrevam sua cadeia, identificando impactos, práticas de compras e como se dá o monitoramento dos fornecedores e dos canais de diálogo.

Outro ponto é a interface entre as diretrizes GRI e o trabalho do International Integrated Reporting Council (IIRC). O grupo elabora, atualmente, o primeiro framework para que organizações desenvolvam relatórios integrados, capazes de comunicar a um só tempo dados de desempenho financeiro e não financeiro. “Não temos tempo para não colaborar com esse movimento”, alertou Mervyn King, ex-chaiman da GRI e atual presidente do Conselho do IIRC.

O que fica

Uma pergunta que estava sem resposta à época da consulta pública: qual o futuro dos Suplementos Setoriais? Esses documentos, que, de modo complementar às diretrizes GRI, traziam indicadores para empresas de segmentos específicos, como finanças, mineração, mídia e alimentação, permanecerão essencialmente os mesmos. Passarão, somente, por uma adaptação para estar em conformidade com o texto da G4, mas sem inclusão de novos indicadores.

O uso dessas ferramentas, porém, deve ganhar maior consistência. Isso porque a definição de temas materiais para um negócio deverá, também, considerar os indicadores setoriais, reportando somente o que for essencial para mostrar os impactos positivos e negativos de um negócio. Hoje, há dez suplementos publicados.

Pra valer

A GRI estabeleceu um prazo máximo de dois anos para que as empresas adotem a G4 à hora de publicar seus relatórios - é o equivalente a dois ciclos de relato, na maioria dos casos. Como as novas diretrizes têm formato mais amigável, de acordo com os realizadores, a expectativa é que já haja mais adesões nos relatos referentes a 2013, com lançamento no ano que vem. No entanto, há quem queira se adiantar: um dos clientes da Report, por exemplo, planeja lançar seu primeiro relato G4 no terceiro trimestre de 2013.

+ Faça o download das novas diretrizes aqui.

 

 
 
 
 
11 de Janeiro de 2013

Report: ensaio

Por que a Report mudou

A Report acaba de completar 10 anos e, por uma feliz coincidência, esse momento marca o início de um novo ciclo de desenvolvimento. Ao longo dessa primeira década de trabalho, já perdemos a conta dos projetos realizados, mas todos resultaram em experiências, aprendizados e relacionamentos que agora permitem uma nova forma de atuação. Fruto desse amadurecimento, o propósito da Report evoluiu: "Queremos inserir a sustentabilidade nos negócios". Uma ambição tão simples de resumir quanto complexa de concretizar.

Esse posicionamento reflete o espírito deste tempo. As empresas tornaram-se os grandes centros impulsionadores da sociedade, para os quais convergem ou divergem os interesses dos mais diversos públicos, e onde se encontra a maior reserva de recursos para articular, mobilizar e transformar a realidade. Nesse cenário, trabalhar para que essas organizações tenham um modelo de atuação e de tomada de decisão mais sensíveis aos riscos e oportunidades do presente e do futuro é o desafio que engaja boa parte das pessoas que fazem a Report.

Para chegar lá, a Report vai naturalmente se valer das ferramentas que reuniu até aqui: as técnicas de comunicação, a consultoria para a atualização dos processos de construção de estratégia e da própria gestão das empresas, e a sistematização e disseminação do conhecimento que circula em nossa rede.

Para melhor representar essa evolução, a Report lança sua nova identidade visual. Os três pontos simbolizam as frentes de atuação: comunicação, consultoria e conhecimento. Sempre com foco na inserção da sustentabilidade ao mundo dos negócios. A identidade não é apenas uma marca. É cultura, um conjunto de elementos que trazem a personalidade da Report. Uma das mudanças mais sensíveis exemplifica bem essa mudança: outras cinco cores se unem ao tradicional vermelho para expressar com vibração toda a complexidade da atuação e o potencial do negócio. A nova escala de cores confere maior versatilidade aos elementos visuais.

 A newsletter e este website são os primeiros pontos de contato da Report de roupa nova. Em breve, todos os demais elementos de comunicação também estarão com a nova identidade visual.

 
 
 
 

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