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17 de Abril de 2015

Report: notícias

velhos temas, novas necessidades

Estudo lançado pela Global Compact, no início de 2015, traz um novo desenho para a sustentabilidade corporativa

Por Victor Netto e Fabíola Nascimento*

O Guide to Corporate Sustainability: shaping a sustainable future destaca cinco frentes de sustentabilidade onde as empresas costumam atuar e relaciona cada uma delas aos princípios do Pacto Global:

  1. negócios com princípios (direitos humanos, meio ambiente, práticas trabalhistas e anticorrupção)
  2. fortalecimento da sociedade (foco na colaboração)
  3. compromisso da liderança (envolvimento da cadeia)
  4. reporte de progresso (transparência)
  5. ação local (reconhecimento de temas locais)

 

O início do documento reforça os princípios do Pacto e evidencia seus fóruns temáticos, uma forma de oferecer possíveis caminhos para o engajamento das empresas. Ao passar pelos princípios, o estudo também dá luz a diferentes práticas dos signatários. No caso de direitos humanos, por exemplo, 72% dos signatários afirmam tratar da questão através de códigos corporativos, enquanto apenas 14% alegam realizar avaliações de impacto.

Sobre colaboração, são diferenciados os níveis de envolvimento das companhias com o seu entorno (sociedade). O estudo sugere começar definindo os interlocutores (ONGs, outras empresas, academia ou governo) e, na sequência, tipificar o foco da relação com cada um deles, ou seja, esclarecer qual meio as empresas irão utilizar: core business, filantropia estratégica, advocacy ou parceria.

"As empresas inteligentes olham o mundo ao seu redor, veem que os riscos não poderiam ser mais altos, e tornam-se parte da solução". Guide to Corporate Sustainability, 2014.

Os executivos acreditam que suas companhias poderiam tomar um papel de liderança nos desafios globais de sustentabilidade (84% afirmam isso), porém apenas 33% sentem que seu negócio está fazendo esforços suficientes. Portanto, recortar os temas e os stakeholders apropriados se torna fundamental numa estratégia de liderança para sustentabilidade.

Aliar esse posicionamento a um desempenho consistente tem seus desafios, e o estudo localiza como principais: a extensão da estratégia pela cadeia de suprimentos, a falta de recursos financeiros e o cascateamento da estratégia pelas funções na empresa.

A tal transparência

A transparência é ponto fundamental para enfrentar tais desafios e é central na construção de reputação e confiança dos stakeholders (internos e externos). E é notório o quanto as empresas ainda são desafiadas por esse tema. Por isso, o estudo reforça o papel dos relatórios de progresso (de sustentabilidade, anual ou integrado) como base para essa construção, mesmo que o formato das publicações ainda tenha muito a evoluir (leia mais sobre o futuro dos relatos aqui).

Após o amadurecimento das empresas em instituir processos para o relato de informações não-financeiras, é chegado o momento de sofisticar suas métricas, integra-las às implicações financeiras e oferecer uma base sólida e temporal para a tomada de decisão da alta liderança e de investidores.

Os movimentos da nova economia (capitalismo consciente, economias circular e colaborativa, negócios sociais e de impacto, BCorps) chamam atenção para novas formas de fazer negócio, transformando marcas tradicionais e fortalecendo empreendedores que atuam com este viés.

Entretanto, a preponderância do propósito das organizações tem sido destaque nos fóruns de sustentabilidade. Para tanto, não são mais suficientes soluções de comunicação ou novas abordagens de marca. É preciso que as empresas retomem seu propósito atuando firmemente em dimensões como as que são oferecidas pelo Pacto Global e outros standards. Além disso, as empresas que ganham destaque são aquelas se aliam a organizações reconhecidas, contribuem e influenciam as discussões relacionadas ao seu negócio. Resta saber quais se posicionarão à frente.

*Victor Netto e Fabíola Nascimento são consultores na report

 
 
 
 
16 de Abril de 2015

Report: notícias

Relatório Anual da Natura avança em abordagem integrada

A Natura acaba de lançar seu Relatório Anual 2014. Nessa edição, a empresa segue comprometida com a adoção das diretrizes de relato integrado, do IIRC (International Integrated Reporting Council). Bom exemplo é a seção específica dedicada aos riscos e oportunidades, conectada ao texto que apresenta a estratégia de negócio.

Outra evolução diz respeito ao modelo de negócios da Natura, cuja apresentação traz uma visão de toda a cadeia de valor da companhia – da fase de concepção dos produtos até a etapa de uso pelos consumidores – e os principais resultados do ano nos aspectos financeiro e não financeiro.

Lançada em 2014, a nova visão de sustentabilidade norteou a definição da estrutura de relato. Na nova visão, estão as diretrizes estratégicas 2050 e os compromissos 2020 que ajudarão a Natura a se transformar em uma empresa geradora de impacto positivo – grande ambição da companhia.

A estrutura do relatório também considerou os resultados da nova matriz de materialidade, atualizada em 2014. Com base na matriz de temas relevantes, a Natura definiu quais indicadores GRI eram materiais para o negócio e deveriam estar presentes no relatório, como estabelecem as diretrizes da versão G4 - que mais uma vez foram adotadas, na opção Essencial. Em seção específica, disponível em formato PDF para download, foram agrupados os indicadores materiais e os outros indicadores que continuam sendo monitorados pela companhia. O objetivo foi disponibilizar um documento unificado e objetivo para consulta.

A Report foi a responsável pelo conteúdo do Relatório Anual 2014, pela revisão do processo de materialidade, pela correlação com os indicadores GRI e pela coleta e análise dos indicadores.

Formatos

A internet segue como o principal meio da estratégia de divulgação de resultados da Natura. O site hospeda o conteúdo completo do relato, que inclui infográficos animados, vídeos que complementam as informações e uma central de números interativa, em que estão reunidos os principais dados sobre o desempenho da empresa.  

A Natura mantém uma prática de divulgação unificada, em que todas as peças estão alinhadas e se complementam. A primeira publicação é o Relatório de Administração, veiculado no jornal Valor Econômico em 12 de fevereiro. Na sequência, a empresa divulga o relatório anual, nas versões resumida (impressa) e web. Para acessá-lo, visite www.natura.com.br/relatorioanual.  

 
 
 
 
15 de Abril de 2015

Report: notícias

estágio em conhecimento (SP)

*atualizado em 17/04

A report trabalha com a inserção da sustentabilidade no mundo dos negócios, desenvolvendo produtos e soluções em consultoria, comunicação, engajamento, inovação, estratégia e conhecimento. 

Estamos em busca de um estudante para estagiar na frente de conhecimento, com foco na organização do evento Sustainable Brands Rio 2015. Tarefas:

  • Acompanhar a produção e organização;
  • Apoiar a logística da organização:
  • Apoiar no ativo das as inscrições;
  • Apoiar com a organização e atualização do mailing do evento;
  • Fazer o follow up da venda de inscrições;
  • Manter-se atualizado sobre temas relativos à sustentabilidade.

 

Horário: 10 às 17h (6h + 1h almoço), de segunda à sexta-feira.

Duração: temporário (início imediato – fim: setembro de 2015)

Bolsa-auxílio: R$890,00 (estudante 3º ano) / R$980,00 (estudante 4º ano)

Localreport São Paulo

 

É necessário: estar cursando 3º ou 4º ano de Comunicação Social, Relações Públicas ou Relações Internacionais.

São diferenciais: inglês e espanhol básico. boa comunicação, experiência em assessoria ou produção de eventos, bem como atuação em ONGs ou Conferências Internacionais.

Mais informações e envio de currículo para: trabalheconosco@reportsustentabilidade.com.br, até 24/04

 

+ Sustainable Brands 

A comunidade global se propõe a repensar o papel das marcas corporativas e sua capacidade de gerar valor, fortalecer tendências e disseminar soluções sustentáveis para a sociedade. Tem como base a crença de que, ao estimular o melhor da engenhosidade e inovação, é possível mudar a forma com que se faz negócios e, com isso, o mundo.

A conferência SB Rio se consolidou como um dos principais encontros de lideranças empresariais que trabalham por meio da colaboração, do aprendizado e da troca de experiências. Realizada pelo terceiro ano consecutivo no Rio de Janeiro, compõe a rede global de conferências Sustainable Brands, que inclui San Diego, Londres, Istambul, Barcelona, Buenos Aires, Kuala Lumpur e Bangkok.

 

 
 
 
 
14 de Abril de 2015

Report: notícias

o que as empresas terão que relatar em 2025

GRI inicia trabalho para mapear o futuro dos relatórios e as primeiras descobertas já apontam para expectativas cada vez maiores sobre as empresas e o seu papel na sociedade

Nelmara Arbex, como vice-presidente da Global Reporting Initiative, liderou os trabalhos que resultaram no lançamento das diretrizes G4 há dois anos. Agora, como assessora chefe para inovação da GRI, ela enfrenta uma tarefa ainda mais desafiadora: mapear qual o futuro do relato de sustentabilidade.

PhD em Física Teórica pela Universidade de Marburg, Alemanha, e pós-graduada em negócios sustentáveis da Universidade de Cambridge, Reino Unido, com longa experiência em sustentabilidade e negócios, Nelmara tem conduzido esse trabalho conversando com líderes empresariais e especialistas de mais de trinta países. Os resultados devem sair em um ano, mas, nesta entrevista, ela conta um pouco do que já descobriu.

reportnews: Qual o objetivo da GRI com o projeto Reporting 2025?

Nelmara Arbex: A GRI quer criar um ambiente de discussão para saber o que é preciso fazer para avançar rumo a uma economia sustentável e como o processo de prestação de contas pode ajudar nesta transição. Queremos descobrir quais as questões que, daqui a dez anos, estarão nas agendas da sociedade e das empresas e, portanto, em seus relatórios. Como os desafios da sustentabilidade e da era digital irão influenciar os negócios, quais indicadores farão sentido, para quem os resultados empresariais serão apresentados e qual o formato.

reportnews: Quem já se envolveu nessa discussão?

Arbex: Conversei com dezenas de especialistas como Pavan Sukhdev, que liderou o estudo TEED, sobre a economia dos ecossistemas e da biodiversidade; Paul Simpson, CEO do Carbon Disclosure Project; e com líderes empresarias como Paul Boykas, vice-presidente de políticas públicas e relações governamentais da PepsiCo, Roberto Waack, fundados e presidente do conselho da Amata; Marjan Smit, CEO da Transparent Suply Chains (SIM); e Marjella Alma, CEO da eRevalue. Sukhdev, por exemplo, vislumbra que as empresas terão que medir e reportar as externalidades resultantes dos seus negócios de forma muito mais detalhada e inter-relacionada do que podemos imaginar hoje. Roberto, Marjella e Simpson acreditam que as empresas terão que explicar o gap entre a performance dos seus negócios e os objetivos maiores da sociedade. Marjan acha que tudo se resumirá em quanto as empresas podem relatar sobre suas cadeias de fornecedores.

Em geral, todos concordam que a coerência entre o que as empresas falam e fazem vai ser verificada constantemente, em tempo real. Todas as entrevistas podem ser acessadas no site do projeto e os comentários são bem-vindos. Precisamos fomentar esse debate.

reportnews: Quais os tópicos deverão fazer parte da prestação de contas das empresas nesse futuro próximo?

Arbex: As empresas terão que prestar contas sobre a sua cadeia de valor por meio de supply chain reports; os relatórios serão profundamente integrados, ou seja, a estratégia, a gestão e a performance das empresas serão integradas e assim serão seus relatórios; haverá a necessidade de métricas inovadoras para medir a contribuição das empresas para temas como direitos humanos, proteção dos ecossistemas, erradicação da pobreza, externalidades etc. A partir de insights que surgiram nas entrevistas, podemos dizer que os relatórios terão que mostrar mais claramente como as empresas contribuem para enfrentar os grandes problemas globais.

Por exemplo: como o poder de compra pode mudar a sociedade, quais negócios combatem a pobreza relacionada às mudanças climáticas, como viver em uma economia circular, quais negócios protegem os ecossistemas, em que empresas a sociedade pode confiar.

reportnews: Confiança será um diferencial competitivo, então?

Arbex: Sim, confiança será um desafio para todo mundo. Demonstrar coerência entre o que se fala e o que se faz será crítico. Viveremos num tempo de real-time report, ou seja, a informação sobre o desempenho das empresas e sua contribuição para a sustentabilidade estará disponível em tempo real e poderá ser checada por qualquer um a qualquer momento. Seus stakeholders terão ferramentas para montar o seu próprio relatório da empresa. Não será preciso esperar o lançamento do relatório da empresa. As empresas podem assim perder o controle do que chamamos “relatório”. As ferramentas de busca do futuro garantirão o acesso a essas informações. Os stakeholders poderão entender o que quiserem, do jeito que quiserem.

+ Leia mais: Reporting 2025

 
 
 
 
13 de Abril de 2015

Report: notícias

Petrobras Distribuidora busca soluções inovadoras via materialidade

A report e a Cria Global uniram suas expertises para apoiar a Petrobras Distribuidora (BR) no gerenciamento dos aspectos críticos relacionados à sustentabilidade de suas operações. Cada empresa buscou contribuir com um novo olhar para atender às necessidades do cliente e contribuir com soluções inovadoras. “A report trouxe a experiência com sustentabilidade para a construção da matriz de materialidade e, a Cria, a visão criativa com a aplicação de uma metodologia de criação que ajudou a desenvolver iniciativas de impacto na gestão dos temas relevantes”, conta Florencia Estrade, fundadora da Cria.

Na primeira etapa, foi realizado um amplo diagnóstico que identificou as diversas percepções dos stakeholders – internos e externos – da empresa. Além da análise de estudos setoriais e documentos internos, foi organizado um painel com consumidores finais, dinâmica e entrevistas com gestores, consultas online e análise comparativa com concorrentes. A metodologia também contemplou uma vivência em campo, durante a qual foram entrevistadas equipes de postos de combustíveis no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A partir o diagnóstico, foi elaborada uma Matriz de Materialidade 2.0, que define os temas mais relevantes para a empresa. O resultado serviu como base para que a BR definisse focos de atuação e traçasse metas para acompanhar os avanços na gestão dos principais impactos. Também foram elaboradas ações e soluções para potencializar impactos positivos para a sociedade e gerar valor econômico para a empresa.

Na etapa final foi aplicada uma metodologia de criação que, além de utilizar inputs dos stakeholders, identificou cases de sucesso e benchmarks. Outra fonte de informação foram as visitas aos postos de combustíveis, nas quais nossos consultores tiveram acesso às pessoas que trabalham nesses locais e conheceram a infraestrutura de cada estabelecimento. Ao final desse trabalho, foram destacadas quatro áreas de oportunidades em oito temas materiais. As informações alimentaram o desenho de soluções inovadoras. Muitas delas, por apresentarem sinergias, podem ser combinadas e, assim, gerar um impacto ainda maior.

 

 
 
 
 
8 de Abril de 2015

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histórias para compartilhar (sobre confiar e escutar)

Você compraria algo fabricado por uma empresa na qual não confia? 71% dos entrevistados para a pesquisa mundial Edelman Trust Barometer disseram que não. E 63% ainda a criticariam para amigos. Mas quando a pergunta é sobre empresas nas quais confiam, 80% compram o produto, e 78% indicam o fabricante para amigos ou conhecidos. 

Realizada pelo 15º ano pela empresa de relações públicas, a pesquisa ouviu 33 mil pessoas em 27 países para medir a confiança da sociedade nos governos, nas empresas, em ONGs e na mídia. O estudo foi apresentado e comentado pelo diretor de conhecimento e pesquisas da Edelman Significa, Rodolfo Araújo, no terceiro encontro da Comunidade Sustainable Brands Brasil, realizado pela report em parceiria com as boas novas, em meados de março (São Paulo).

A manchete do estudo de 2014 foi “Confiança é essencial para a inovação”. E os resultados mostram que instituições falam uma língua, e a sociedade, outra.

A outra história contada no encontro da Comunidade Sustainable Brands foi como a fabricante de cosméticos Natura faz para escutar o consumidor quando o assunto é inovação. Com três anos de vida e participação de cerca de 2 mil consumidores, o Cocriando reúne pessoas tanto via plataforma virtual como em encontros presenciais para discutir um tema. E, a cada encerramento de ciclo, é feita uma curadoria com o conteúdo que saiu dos encontros – virtuais ou presenciais -, que serve de inspiração e direcionador, levando o olhar do consumidor para dentro da empresa. Como disse Juliana Nascimento, coordenadora de Gestão de Redes e Inovação, é preciso que sejamos “guardiões do engajamento”. Afinal, estamos falando de e para seres humanos.

Encontros da Comunidade SB Brasil

  

A cada encontro da Comunidade SB são apresentadas histórias para serem compartilhadas. Em um ambiente acolhedor numa casa com um belo jardim na Vila Madalena (São Paulo), durante uma manhã os participantes têm a oportunidade de escutar, falar e trocar experiências. O que pode ser uma pausa preciosa no dia a dia corrido do mundo dos negócios.

Os próximos encontros acontecerão nos dias 7 de maio e 16 de julho. Para participar, entre em contato pelo e-mail: sbrio@reportsustentabilidade.com.br

 

+ para não perder os debates: veja como foi o primeiro e o segundo encontro da Comunidade SB Brasil

 
 
 
 
6 de Abril de 2015

Report: notícias

Pacto Global lança princípios para agronegócio e indústria de alimentos

Há quinze anos, o Pacto Global das Nações Unidas tem estimulado diferentes organizações a atuar na defesa de princípios relacionados à ética, ao meio ambiente e aos direitos humanos e trabalhistas. Para avançar nos compromissos e aprofundá-los em dois setores vitais da indústria – alimentos e agronegócio –, a rede brasileira do Pacto Global lançou, em março, os Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura (PEAA).
 
Divulgado em primeira mão em setembro de 2014, em assembleia das Nações Unidas em Nova York, os princípios foram desenvolvidos a partir de uma série de consultas com lideranças de 18 países, incluindo o Brasil. A ideia é impulsionar critérios de sustentabilidade na gestão e na estratégia de empresas desses setores, com foco em temas como segurança alimentar, desenvolvimento da cadeia de valor, trabalho decente, governança corporativa e disseminação de tecnologia e conhecimento no campo e na indústria.
 
Encontro de lançamento dos PEAA, em São Bernardo do Campo (SP). Imagem: Felipe Abreu.
 
No Brasil, as discussões e contribuições foram coordenadas pelo Grupo de Trabalho de Alimentos e Agricultura da rede do Pacto Global, com consultas online e presenciais para mapear temas prioritários entre diversos públicos da ONU e das organizações da rede do Pacto Global – como pesquisadores, ONGs, cooperativas e parceiros de negócios. 
 
“A partir daí, iniciamos a definição dos seis princípios e seus objetivos e metas”, afirma a coordenadora do GT e diretora de Sustentabilidade da AMAGGI, Juliana Lopes. Segundo ela, a expectativa é que o Brasil exerça liderança no tema. “A ONU acredita que o Brasil seja um dos poucos países capaz de aumentar consideravelmente a produção de alimentos, com o menor impacto ambiental possível.”
 
O lançamento dos PEAA no Brasil, realizado em São Bernardo do Campo (SP) em 5 de março, foi marcado por um workshop para debater a relevância dos seis princípios no contexto nacional. O principal desafio, para Lopes, é identificar pontos de vista consensuais dentro da complexa cadeia produtiva dos dois setores, a fim de definir uma agenda de discussões e ações e pensar em articulações entre políticas públicas e setoriais. “Elaboraremos um plano de ação para os próximos dois anos. É importante, para esses setores, que haja uma estrutura de governo que favoreça a produção sustentável, por meio de incentivos fiscais, por exemplo, e esse plano pode ser uma diretriz.”
 
Juliana Lopes, da Amaggi: Brasil deve exercer papel de liderança na implantação dos PEAA. Imagem: Amaggi.
 
Um dos temas fortes percebidos durante o encontro de lançamento foi a transferência de conhecimento e tecnologia – percebida como estratégica não só para aumentar a produtividade dos negócios, mas também para qualificar empresas e produtores em aspectos ambientais, trabalhistas e de acesso a linhas de crédito e financiamento. Nesse eixo, a rede brasileira do Pacto Global e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) lançaram, junto dos PEAA, a cartilha “Financiamento para Pequenos e Médios Produtores Rurais”, elaborada pela Câmara Temática da Agricultura, do CEBDS. “A ideia é criar uma rede de desenvolvimento, com a parceria entre o pequeno, o médio e o grande produtor e as grandes empresas”, conclui Juliana Lopes.
 
+ leiaos Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura (PEAA) aqui
 
+ para colaborar com a rede do Pacto Global, envie um e-mail para: vanessa.tarantini@undp.org
 
 
 
 
27 de Março de 2015

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mindfulness: novas turmas abertas

*atualizado em 15/04

Estão abertas as inscrições para a quarta turma do curso "mindfulness: atenção plena no dia a dia", realizado pela report em parceria com a Assertiva Mindfulness, em São Paulo. Além de funcionários, podem participar parceiros, clientes, fornecedores e interessados.

duração: as turmas começam em maio e o curso segue até o final de junho

inscrição: 5 x R$250

até 30 de abril: 15% de desconto!

interessado? envie um e-mail para giovanna@reportsustentabilidade.com.br

"Mindfulness é uma qualidade, uma maneira de se colocar no mundo. O curso de mindfulness é um treinamento mental que utiliza um conjunto de técnicas de meditação e desenvolvimento pessoal que nos ajudam a prestar atenção plena ao momento presente como ele é, sem julgamento ou autocrítica. Ou seja, mantermos nossa mente no que estamos fazendo a cada momento, em vez de ficarmos distraídos, divagando." Luiz Ribeiro, instrutor da Assertiva Mindfulness

+ Como o mindfulness pode ajudar a mim e à minha empresa?

Centros de excelência em todo o mundo, como Harvard, Oxford, Massachusets, Stanford e Yale, conduzem estudos científicos sobre mindfulness que comprovaram benefícios como: regulação emocional; mais empatia e harmonia nas relações. Ou seja, o treino em mindfulness pode:

  • melhorar o desempenho, com mais concentração, flexibilidade, criatividade e menos erros;
  • fortalecer a saúde e a qualidade de vida, com redução do estresse, melhora da função imune do corpo e efeitos positivos em enfermidades como depressão, ansiedade, transtornos do sono, cardiopatias e outras;
  • facilitar o relacionamento interpessoal, com o desenvolvimento de inteligência emocional e o reforço da empatia nas relações.

 

+ assista AQUI à palestra sobre mindfulness (Instituto de Biociências da Unesp-Botucatu, 19/3)

 
 
 
 
20 de Março de 2015

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Futuro dos relatos de sustentabilidade em pauta

Empresas de pequeno, médio e grande portes estão enfrentando pressões crescentes para serem mais responsáveis e transparentes em sua governança. Hoje, os relatórios de sustentabilidade são uma peça de comunicação fundamental para suprir essas demandas, e sua produção acaba se tornando um norteador de boas práticas empresariais. Mas será que, no futuro, eles continuarão sendo tão importantes para as corporações? Essa e outras questões estarão em pauta no debate sobre o Futuro dos Relatos de Sustentabilidade, que acontecerá no próximo dia 24 de março, no auditório do Banco do Brasil na avenida Paulista, em São Paulo.

O evento contará com a presença de Nelmara Arbex, organizadora do debate internacional “Reporting 2025” e especialista internacional sobre o tema. Também participarão Estevam Pereira (sócio-diretor da Report), Rodolfo Guttilla (Cause) e Aron Belinky (GVces).

Para se inscrever, clique aqui.

 
 
 
 
2 de Março de 2015

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BRF propõe integração e olhar estratégico em relatório anual

A BRF, companhia brasileira de alimentos criada a partir da fusão da Sadia e da Perdigão, acaba de lançar seu Relatório Anual e de Sustentabilidade 2014. O texto destaca os principais avanços do negócio ao longo do ano – incluindo a inauguração da fábrica de Abu Dhabi, (Emirados Árabes Unidos), a reorganização do portfólio e projetos de eficiência logística – e apresenta indicadores socioambientais para suas operações, em sintonia com a versão G4 das diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI). O conteúdo foi produzido com o apoio da Report, que também elaborará, nos próximos meses, versões compactas do relato.

Como membro do grupo que acompanha nacionalmente as discussões do International Integrated Reporting Council (IIRC), a empresa busca apresentar sua estratégia, gestão e desempenho de modo a conectar informações financeiras e não financeiras. O relatório ainda obedece à estrutura de capitais proposta pelo IIRC, a fim de prestar contas sobre como a empresa administra seus recursos naturais, financeiros, intelectuais, humanos e sociais.

Além da apresentação de resultados, é feito um detalhamento das estratégias de médio e longo prazo que a BRF – sétima maior companhia global de alimentos, em valor de mercado – adota para crescer em regiões como Oriente Médio, Ásia, Europa e Américas, relacionando-as aos desafios regulatórios, socioambientais e de mercado de cada divisão de negócios. Em linha com anos anteriores, priorizou-se o uso de ícones, gráficos e destaques para dar ênfase aos principais indicadores.

Em 2014, a empresa refinou sua materialidade, a fim de conferir mais foco aos temas prioritários e valorizar sua conexão com a estratégia BRF-17 e com os Pilares de Sustentabilidade BRF. Com isso, o texto relaciona de forma mais clara a visão de negócios e a criticidade de aspectos como bem-estar animal, saúde e segurança do consumidor, gestão de fornecedores, conformidade ambiental e integração cultural de funcionários.

Para acessar o relatório, clique aqui.

 
 
 
 

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